17 de ago. de 2011

Do (des)canso

Desistir? Não, cansar.
Para quê ter saudade de um passado há muito ausente?
Para quê afinco em regar uma flor murcha?
Para quê se jogar de cabeça em um rio de águas barrentas?

Não se desiste... se cansa...
Cansa de enxergar luz onde só há sombras
Cansa de abrir o guarda chuva em meio às trovoadas
Cansa de, em vão, buscar conhecimento em meio ao desconhecido.

Fixo os olhos no presente
Pois o futuro é incerto demais
E um tanto quanto alheio aos meus anseios, angústias...
E a mim.

(Des)canso...
Não por não ter mais força ou coragem,
Mas por não ter mais vontade de seguir.