18 de set. de 2016

Esconderijo

Guardei. Guardei não, o escondi.
Disse que era pra seu próprio bem, para protegê-lo. Mas, sobretudo, era para proteger-me das desventuras a que me sujeitaria se ele escolhesse me acompanhar.
Ele relutou. Prometeu ficar quieto. Jurou-me que se comportaria, que não nos faria mais mal. Mas quem poderia confiar?
Não, dessa vez não teria o privilégio da escolha. Sendo assim, o pus carinhosamente, como mãe que põe um filho no berço, no fundo de uma caixa dourada e lacrei.
No começo esbravejou, sofreu, porém, ignorado, emudeceu, como quem acaba se resignando a seu destino.
Hoje, não sei bem porque, (talvez saudade de ouvi-lo... quem sabe?) lembrei-me dele. Parti para buscá-lo, contudo, parei... Onde era mesmo que o tinha guardado?
Procurei e procurei em vão, pois por mais que o buscasse, mas escondido ele parecia ficar. Eu, na ânsia de afastá-lo das vistas de todos e, principalmente, todos de sua vista, o guardei tão bem guardado que seu paradeiro é agora um mistério também pra mim.
Mas quem sabe um oportunista o tenha furtado, seduzido por seu depósito reluzente? Ou quem sabe ele só tenha se acostumado ao cárcere e já não lhe interesse o mundo de fora?
Não... Eu que o perdi.
Continuo a procurar, na certeza que vou encontrá-lo quando menos esperar.

Um dia, certamente, reencontro meu coração.

2 de set. de 2012

Sobre morrer de amor.

 "Será que eles não entendem que quem ama nesta vida
às vezes ama sem querer e que a dor no fundo esconde
uma pontinha de prazer"
(Cazuza)
 
Estive vendo por esses dias o filme Memórias de Minhas Putas Tristes baseada na obra homônima de Gabriel García Marquez. Confesso que não li o livro ainda, mas ele já está na lista de espera de compra :)
Mas sim, sobre o filme, uma das cenas que me chamou atenção é quando ele desabafa sobre o amor, sentimento até então desconhecido para o mesmo. El sabio, o personagem principal, apesar de uma vida cercada de luxúria com "suas putas", nunca havia sentido de fato o desassossego da paixão, aquela sensação de esquentamento do peito ao pensar no ser querido ou a dor da dúvida de não saber se a ternura é recíproca. É possível morrer de amor? Of course, sir! Azar daqueles que passam nessa vida sem nunca experimentarem as delícias dessa desventura, pois como diz Mario Quintana o bom mesmo é morrer de amor e continuar vivendo.



15 de dez. de 2011

Dias sim, dias não...♪

"Meus dias são autônomos. Não sou quem decido o que quero fazer deles, eles  que decidem o que querem de mim."

30 de set. de 2011

STOP!



E nesse vai e vem do dito e não dito
a gente segue brincando e escrevendo a vida,
até que em algum momento alguém pare o jogo e grite: STOP!

17 de ago. de 2011

Do (des)canso

Desistir? Não, cansar.
Para quê ter saudade de um passado há muito ausente?
Para quê afinco em regar uma flor murcha?
Para quê se jogar de cabeça em um rio de águas barrentas?

Não se desiste... se cansa...
Cansa de enxergar luz onde só há sombras
Cansa de abrir o guarda chuva em meio às trovoadas
Cansa de, em vão, buscar conhecimento em meio ao desconhecido.

Fixo os olhos no presente
Pois o futuro é incerto demais
E um tanto quanto alheio aos meus anseios, angústias...
E a mim.

(Des)canso...
Não por não ter mais força ou coragem,
Mas por não ter mais vontade de seguir.



27 de jul. de 2011

Entre nós... e só!

Um lugar onde eu olhe e me sinta... este lugar.
Embora já tenha tido outro blog antes, este tem um sabor diferente, pois ele parece fazer mais do que me aconchegar, mas, sobretudo, admite meus íntimos devaneios.
Aqui, compartilharei com vocês, leitores em potencial, tudo aquilo que me inquieta, que me faz feliz, que é importante. Desejo que sejam bem vindos e que apreciando ou não o blog, sintam-se livres, tal como eu me sinto agora.

Até breve! (: